domingo, 3 de junho de 2012

Texto: S. O. S. Ecologia Interior - Uma reflexão sobre nossas atitudes

Texto: S. O. S. Ecologia Interior
(Adelson Matias Souza)

Ei, você! Garoto, garota... Isto lhe interessa. Cara, dê uma espiada rápida à sua volta; e certamente irás descobrir que a ciência e a tecnologia desenvolveram-se muito nos últimos tempos. Olha só: é supercomputadores, robôs, micro celulares, pesquisa genética, clonagem, viagens interplanetárias, transplante de órgãos, nanotecnologia e outras novidades que chegam a cada instante nos deixando de queixos caído feito “bestas”, né mesmo? Pois é. A humanidade progrediu mais nos últimos cem anos, do que em toda a história da raça humana no planeta terra; tudo isto, reflexo da revolução industrial e tecnológica que começou ainda lá no século XVIII, lembra? É incrível. Mas, com todo este progresso, estamos mais felizes? Conquistamos uma existência mais digna? Os habitantes das cidades ou zonas rurais vivem em harmonia entre si e com as plantas e os animais? Os rios estão mais limpos? O ar está mais puro? Tú pode ficar despreocupado com a violência? É claro que não! E sabe por quê? As modalidades de desenvolvimento que o homem tem adotado são altamente destrutivas; que além da extinção da natureza causam a aniquilação do próprio homem. Ô racinha! Todo este progresso, aliado à nossa implacável ambição por grana, somada às idéias insensatas de que o mundo é uma “usina” de produção de bens e riquezas, de coisas que nunca vão acabar; além da distribuição de mercadorias e o consumismo exagerado, estão trazendo para todo o planeta, conseqüências mortais e irreversíveis, que estão se agravando com muita rapidez. Sinistro! Você já tinha pensado no que leu acima? Veja: o esgotamento do solo, a falta de água na Amazônia, o envenenamento do ar e dos rios, a inversão climática, o superaquecimento global e a crescente miséria nos centros urbanos. Sim! Os problemas ambientais estão diretamente relacionados com as injustiças sociais (sobretudo, no Brasil), com o aumentando da fome e demais misérias humanas. E isto não é apenas papo de professor; assunto para a Sociologia ou Filosofia, certo? O homem, que deveria estar consciente de suas responsabilidades com a vida e a conservação do planeta, está destruindo a própria casa e, com ela, todos os outros seres vivos. Os problemas socioambientais, que criamos não se restringem apenas à proteção; mas também à qualidade de vida que queremos para os próximos anos. Vamos lá! Pense como seus descendentes, quem sabe filhos e netos sobreviverão com toda a destruição causada até agora? Sinistro, né? O homem está agindo sobre a natureza, destruindo a tudo e a todos; tendo o tal do “progresso”, a “bufunfa” como discursos para justificar seus atos inconseqüentes. A pergunta que não quer calar é: até quando? Neste ritmo de destruição “tamo ferrados”. Caraca, véio! Então, seremos todos aniquilados, como no filme 2012? Ou num daqueles filmes catastróficos do Spielberg? Resta-nos ainda alguma coisa a fazer, para garantir que a vida na terra continue nos próximos anos? “Tá sinistro”, então a resposta menos pessimista é: talvez. Vai depender do próprio ser humano. De mim adulto, ou de você adolescente/jovem. A superação deste cenário requer a transformação urgente do que somos por dentro: de como pensamos e agimos em ralação ao meio ambiente. Temos uma chancezinha de sobreviver, se cultivarmos atitudes e valores tais como ética, solidariedade, amor, respeito ao próximo e à mãe natureza. Sacou? Isto tudo anda meio esquecido, não é mesmo? Mas, temos que tentar! Essas coisas, cada um de nós deverá descobrir e localizar dentro de si mesmo (a). De que forma? Primeiro através de uma comunicação sincera com a gente mesmo; do diálogo e olhar voltados para o nosso interior mudando assim nossa forma particular e equivocada de pensar e agir. Depois, falando disso com a galera, com os parentes, amigos, vizinhos... Somente assim, o bicho - homem que a tudo destrói se redimirá de todo o mal causado, e se livrará da extinção da própria raça e da grande biodiversidade que o cerca. Bobagem? Utopia? Papo besta? Sei não! Ou mudamos, ou... Tá certo; mas, fala sério veio! Tenho que assumir esta responsabilidade sozinho? Não senhor! Você terá que fazer apenas a sua parte. Esta tarefa cabe também a seus pais, à sua família, à escola, à igreja que você vai, aos meios de comunicação e à sociedade como um todo. A terra nossa casa pede socorro. A superação deste cenário requer a transformação urgente do que somos por dentro: de como pensamos e agimos em ralação ao meio ambiente. Todos juntos devemos nos reeducar, resgatar nossa “ecologia interior” para que mais conscientes, possamos viver num planeta mais humano e que siga vencendo a barreira do egoísmo, da ambição imoral, do desperdício, do consumismo desenfreado, da destruição, do desrespeito e da irresponsabilidade. E então, vamos lá? Pra “mandar bem”, declare já e sem medo seu amor e responsabilidade pela continuidade da vida na terra. Comece imediatamente o seu projeto de transformação pessoal, que certamente, atingirá a todos! Só se transformando numa pessoa melhor, mais crítica e consciente da realidade; ou seja, cidadã é que te tornarás digno (a) e merecedor (a) do ambiente, do planeta em que vives, e serás verdadeiramente feliz. Sacou?

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Texto apropriado para a sociedade atual. Também acredito que temos que trabalhar nossa ecologia interna.

      Excluir
  2. Estamos discutindo a semana do meio ambiente na escola; este texto veio a calhar

    ResponderExcluir